Loana
Loana
Palavras de Noite ( para a mulher do dia )
Vanessa
Desenho de si
Ode aos quadris
ana carolina
Para a dona da noite
Virá como um sol,
Virá sobretudo,
Sobretodos...
Batalha da última batalha,
Última das trincheiras,
Último dos ultimatos.
Em cada poro o apelo da pele,
A mais reluzente,
Explosiva.
Súplica do afago, em fogo,
Conjunto da solidão,
Universo renascido,
Estrelas, conspiração.
Era das minhas eras,
Agigantada, ELA,
Fora do possível.
Nome escrito,
Nua tatuagem:
Título.
Márlus Pinho. 14 de junho, 2007.
DE AMOR E DE PELE, UM POEMA
Éramos a carnidade do elo,
Sexo em duelo...
Ímpares, éramos pares.
Verbo impossível de conjugar,
Por sermos conjugais demais.
Quero-te, bunda em dose dupla,
Vagina em avalanche...
Sob(re) a glande: inimaginável
Cltoris e língua se calam,
Pronunciam-se passionais,
Íntimas confissões, irmanadas no desejo aflito
e chupante.
Beijar-te os lábios,
inéditos !
amantíssima e celerada!
Afogado em tuas coxas,
Respiro-te lasciva;
Tua pele, tua atmosfera,
Que me toca indelével,
Que me roça irrascível.
Seios dourados, tesouro de tesão,
Meu pau ...Em tuas mãos, crescente !
Nossos corpos, nossa cama,
Nossas vozes-chamas.
Vulva que voa,
Memória da pele,
Que penetra,
Que se deixa amar,
Amor do corpo em sexo.
Ter no sexo,
Ser no sexo,
Véspera de amor !
e nada pode ser mais impressionante do que olhar nos
olhos de quem se ama, e deixar-se olhar nos olhos
amantes que amam quem te ama...
Márlus Pinho 22 de março, 2007
POEMA PARA UMA MULHER INESQUECÍVEL
Falar da perfeição?
Falar de Sílvia!
É pronunciar seu santo nome em vão?
Querer Sílvia,
É, simplesmente, tencionar
Ao máximo um querer que se quer?!
Sílvia, além da aporia
Hormônio-corpo.
Vôo de espírito,
Neurônio puro,
Sinapse enlouquecida,
Febre eptelial.
Dizê-la,
Imagem que me devora.
O choro, o samba, a bossa:
Violão-mulher!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Beleza que gera tumulto,
Um corpo!
Uma cama!
Uma guerra!
A luta da pele que quer saber
Qual a continuidade
Mar-céu!
Ela é capaz de ser
O abismo de quem salta feliz!
Um nome tatuado em meu peito,
Incandescentemente marcado!
Demarcado,
Meu coração:
Território teu!!!!!!!!!
Sílvia,
Uma supremacia,
Uma superação,
Uma adaga!
In totum, os trovões!!!
Foto de outdoor,
Potência ao cubo,
Egípcia das faces!
Espírito feminino,
Sônia Braga.
Quando sedento,
Água de Sílvia!
Quando faminto,
Carne de Sílvia!
Quando insone,
Sono de Sílvia!
Destemidamente.
Silviissimamente.
Insuperavelmente.
Tudo!!!
Vestida ou nua,
Cozida ou crua.
Felicidade ambulante.
Mármore do tempo.
O destino n’outro nome.
Escopo,
Assaz, ação, açude...
Alegria, em si, em mi,
Em sol maior...
Olhos de vinte tiros!!!!!!!!!!!
A transparência jurídica das saias,
Síntese,
Não e sim.
Rio,
Desejo,
Gosto de cafeína,
Camafeu.
Na cor de Sílvia, o céu,
Por quem o Sol, o é!
Assim, as todas constelações.
A mais absoluta, dos sorrisos,
Nitroglicerina pura,
Minha terra, estrangeira!
Márlus Pinho. 24/11/2005.