Exilado de teu perfume,
sinto-me um outro país,
com outro nome, sem data de nascimento,
certo de morte.
Longe de ti,
o mimeógrafo é mudo,
imerso em alcóol no carbono sem rabisco.
tua falta é repleta em todas as esquinas,
E o silêncio te chama,
incessante;
Possivelmente,
por impossível,
te quero.
Por que és acima,
e permanecerás por cima,
sempre, de mim.
Em teu 1,90 m,
1,00 m de quadris,
0,90 m de busto,
tua pequena cintura.
As tuas muitas línguas,
para declamarmos versos de Auden,
Walcott, Rimbaud...
Teus violões espanhóis,
Para o Concierto de Aranjuez.
tua beleza infinita,
Ao Sol nascer... quando a lua sobre o fogo calmo de teu sono.
Teus diálogos com Adorno,
Teu sorriso com Wittgenstein,
A concentraçao Arendtiana,
Corrosivamente Camusiana,
Cinicamente Celine,
Altivamente Ipanema,
Sensual e New Orleans.
O elogio da Tua sombra,
"Lua Japonesa, no céu do sertão"
O piano antigo em que lembras Magdalena Tagliaferro,
As fotos entre violoncelos,
orquestras em torno de ti.
Musa Impassível,
mestre, doutora, pós-doutora,
culta, divina e meretriz,
presidenta, PREMIÊ, IMPERATRIZ.
Toma de assalto o meu País,`
Abriga-me em tua Embaixada,
Dá-me teu abrigo, tua nacionalidade,
dá-me teu povo, teu sangue, tua face,
muitas de tuas metades, disfarces, que tais...
Todo o espaço do tempo, é-te, soberano,
atento e lhano, distante
O Tempo, Senhor das Emoções.
A tua força, a tua indiferença,
Tu, crença deste Eu.
declaração de guerra ??????????
Nenhuma guerra declaras !
nem a deflagras,
JÁ ÉS !
PARA ELA, IMPOSSIVELMENTE CASTA,
IMPOSSIVELMENTE VASTA,
CONTUNDENTEMENTE TZAR,
O AMOR...
A MAIS DIFÍCIL DAS DECLARAÇÕES
málus pinho. 15/09/2007.